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Peixe de 380 milhões de anos era "primo" dos que vieram à terra

O animal descrito a partir de fóssil australiano era parente dos primeiros peixes que saíram da água, apresentando nadadeiras articuladas e podendo respirar ar

8 fev2024 - 15h13
(atualizado às 15h36)

Uma equipe liderada por um paleontólogo da Universidade Flinders, na Austrália, descreveu um novo tipo de peixe "primo" das espécies que vieram para a terra, com 380 milhões de anos, presas e nadadeiras lobadas. Ele era um tetrapodomorfo, ou seja, ficava no meio do caminho entre os peixes e os tetrápodes, como são chamados os vertebrados terrestres de quatro patas.

Foto: Brian Choo/Flinders University / Canaltech

Isso pode ser visto em suas nadadeiras lobadas, ou seja, que possuem músculos e articulações, que viriam, no futuro, a ser adaptadas para caminhar em terra em seus parentes, como o Tiktaalik, o mais próximo dos vertebrados terrestres que já descobrimos. O fóssil ainda mostra adaptações para respirar fora d'água

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Peixe tetrápode que respira ar

Datando do período Devoniano, com pelo menos 380 milhões de anos, o peixe chegava a ter entre 45 e 50 cm de comprimento, e foram levados cerca de 50 anos para identificá-lo — entre 1973 e 1991, inúmeros fragmentos de ossos da espécie foram encontrados, mas nada que ajudasse a descrever o animal completamente.

O crânio e parte do tronco preservado do H. zhumini, encontrados na Austrália, que permitiram sua descrição (Imagem: Choo et al./Journal of Vertebrate Paleontology)
Foto: Canaltech

Desta vez, no entanto, foi encontrado o crânio completo e grande parte das áreas adjacentes ao pescoço intactas no norte da Austrália, em Harajica Sandstone Member. Isso levou à nomeação do tetrapodomorfo como Harajidectes zhumini, juntando o local com a palavra dēktēs (grego para "mordedor") e como cientista Min Zhu, importante para o estudo de vertebrados antigos.

Uma das características mais interessantes do peixe antigo é a presença de pequenos buracos no topo da cabeça, chamados espiráculos, por onde seria possível respirar o ar da superfície.

O aparecimento disso coincide com uma época onde havia menos oxigênio na atmosfera, em meados do período Devoniano, indicando que a capacidade de respirar oxigênio junto à respiração por guelras teria dado uma grande vantagem adaptativa.

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Fonte:Journal of Vertebrate Paleontology

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